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CAMPUS E COMUNIDADE - Políticas feitas para mulheres e LGBTQIA+

  • Publicado: Terça, 03 de Março de 2020, 12h46
  • Última atualização em Terça, 03 de Março de 2020, 13h32
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“É nas coletividades que encontramos reservatório de esperança e otimismo.”

                                                                                                Angela Davis

O Coletivo de Mulheres “Sumanas” realizou uma ação educativa de intervenção nos banheiros do Campus Universitário do Tocantins/Cametá – UFPA, no dia 24 de Janeiro de 2020. A inauguração dos banheiros inclusivos ocorreu na Quarta-feira 29 de Janeiro de 2020 às 10h e marca a comemoração do “Dia da visibilidade Trans”, no “Espaço de Resistência Carlos Amorim”.

 Figura 01 e 02: Inauguração dos banheiros inclusivos no Espaço de Resistência Carlos Amorim. Fonte: Arquivo da pesquisadora Christiane Lira

As atividades desta ação educativa foram realizadas nos dias 24 e 29 de Janeiro de 2020 no Campus Universitário do Tocantins Cametá. O objetivo da ação foi a de reforçar o compromisso e o respeito com a diversidade, à vida e aos direitos humanos, que o Coletivo de Mulheres Sumanas vem construindo com a comunidade acadêmica local, para que os estudantes possam fazer uso dos banheiros de acordo com a identidade de gênero.  A ação educativa do dia 24 de Janeiro contou com a participação de integrantes do Coletivo de Mulheres e estudantes do Campus. Na construção das atividades, a reciclagem de Cd’s pintados à mão, a fixação de espelhos no banheiro que não havia, a pintura do espelho do outro banheiro próximo à Biblioteca. Tudo feito com muito bom gosto, com arte, poesia e acolhimento para que todas as mulheres se sintam mais confortáveis.


Figura 3: Coletivo de Mulheres na oficina. Fonte: Ramiro Cardoso.

Na construção deste espaço coletivo celebramos afetos, disponibilizando absorventes, protetores diários, remédio para cólica, cotonetes, prendedores e creme de cabelo para as emergências do cotidiano. Este ambiente acolhedor é muito importante e demonstra sororidade que tem a ver com a união entre todas as mulheres. Quantas vezes, você mulher, foi pega desprevenida? Com a menstruação descendo e sem um absorvente na bolsa...Quantas vezes, você ouviu queixas de uma colega sua ou você mesma sofrendo com dor de cólica quase a ponto de desmaiar...Só quem passou por uma situação parecida consegue compreender o constrangimento feminino.

Agora com a ação educativa realizada pelo coletivo de Mulheres Sumanas no “Rolê do Autocuidado”, na plaquinha “Pegue um quando precisar e deixe um quando estiver sobrando”, demonstra nestes tempos de incerteza e desmonte da educação, o amor que ainda podemos encontrar na educação de mulheres que educam a si-mesmas. São ações como essas que nos traz esperança na construção de um futuro melhor como diz Clarice Lispector “Estende a tua mão desconhecida”. E o Coletivo de Mulheres Sumanas, estende!!

Figura 4: Arte nos Cd’s. Fonte: Luciete Cardoso.

O Coletivo de Mulheres Sumanas anuncia que está planejando estender estas ações educativas com muita arte e sororidade para as escolas básicas e os movimentos sociais, pois o respeito começa quando criamos empatia e buscamos entender.

Identidade de gênero?


Figura 5: Intervenção política feminista. Fonte: Arquivo da pesquisadora

O que determina a identidade de gênero é o modo como a pessoa se reconhece, sente a si próprio e quer ser reconhecido. Com o passar do tempo outras categorias surgiram e hão de surgir. O termo abaixo LGBTQIAP+ compõe os 3 principais tipos de identidade de gênero: transgêneros(trans), cisgêneros(cis) e não-binários. O transgênero é a pessoa que se identifica com um gênero diferente do que foi atribuído no seu nascimento, ou seja, uma pessoa que nasce com as características masculinas, biologicamente, mas se sente do gênero feminino, ou vice-versa. O cisgênero identifica-se com o gênero atribuído ao seu nascimento. 

 
Figura 7: Resultado Final Fonte: Luciete Cardoso

Texto: Christiane Lira

Veja mais

Para saber mais sobre O Coletivo de Mulheres Sumanas acesse o trabalho Agenciamentos Coletivos Literários no Coletivo de Mulheres: multiplicidades e devires, da pesquisadora Christiane Lira em: https://www.ufmt.br/ingresso/images/upload/publicacoes/ANAIS_SEMIEDU_2019.pdf

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